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Mais baterias não é mais poupança: as contas de uma 3.0TD real
«Põe mais baterias e poupas mais.» É a frase mais cara do armazenamento energético em Espanha. E é falsa.
«Põe mais baterias e poupas mais.»
É a frase mais cara do armazenamento energético em Espanha. E é falsa.
Fizemos as contas com a tarifa 3.0TD real de um restaurante de Madrid, a que qualquer negócio trifásico paga. A arbitragem (carregar barato de noite, descarregar caro de dia) depende de uma só coisa: a diferença de preço entre a hora de carga e a de descarga. E essa diferença, mês a mês, é esta:
- Janeiro, fevereiro, julho, dezembro: 8,0 cêntimos/kWh
- Março, novembro: 5,1 cêntimos
- Junho, agosto, setembro: 1,5 cêntimos
- Abril, maio, outubro: 0,3 cêntimos
O dado que ninguém põe no orçamento
Uma bateria com o seu inversor perde entre 10% e 12% da energia em cada ciclo de ida e volta. Com o preço de vazio a ~11 cêntimos, isso significa que precisa de um diferencial mínimo de ~1,2 cêntimos só para não perder dinheiro.
Olhe outra vez para a tabela: em 6 dos 12 meses, a arbitragem pura perde ou empata.
Consequência: a bateria nº 5, nº 6, nº 8 de um orçamento sobredimensionado não poupa nada, enche e esvazia para nada durante metade do ano, gastando ciclos de vida.
Então, de onde vem a poupança?
De onde vem a poupança real de uma bateria num negócio?
- Do backup: não perder a câmara frigorífica nem a caixa no próximo apagão.
- Da otimização de potência: deixar de pagar excessos e ajustar a contratada.
- Da energia reativa: o inversor compensa-a de graça.
- E da arbitragem só nos meses em que vale a pena: com a bateria de que precisa, não com a que lhe querem vender.
Dimensionar bem não é vender menos. É o cliente voltar.

